domingo, 31 de outubro de 2010

Too Young

- AAAH! Eu desisto! - joguei a pomada e a fralda pra cima, amarrando o burro. Eu não nasci pra ser pai, por que mesmo que eu estava tentado? O motivo chegou, rindo de mim e com as duas mãos descançadas na cintura. - Você não pode desistir sem tentar, Madden! - Vallery, a mamãe surtada, debochou. Como se ela não tivesse feito o qe fez, ano passado. - De quem foi essa idéia estúpida de liberar a babá? HOJE NEM É FERIADO! - incrível a capacidade que todo ser respirante tem pra rir de mim. Tipo o Marty, naquele exato momento. E ele nem estava entendendo LHUFAS do que tava acontecendo. - Quem sabe foi SUA! Quem mandou considerar 4 de julho feriado só porque você nasceu - - E cresceu - interrompi. Ela revirou os olhos e continuou. - E cresceu nos Estados Unidos? - meu deus, eu sou muito retardado, pelo amor, alguém me interna! Não, eu não tinha uma desculpa, eu realmente fiz o que ela disse. QUEM DEIXOU ESSA CRIANÇA DE DEZESSEIS ANOS ADMINISTRANDO UMA CASA E UM BEBÊ DE UM ANO E DOIS MESES SOZINHA? Ok, tem a Isabella, mas a minha irmã, além de mais nova, é mais tapada que eu. - Ai, Val, troca isso pra mim, vai. Antes que o guri saia correndo pelado e sujo pela casa e resolva montar no gato e brincar de cavalinho... - correção, a Val cuidou mais do Marty do que eu, no primeiro ano dele. Mas a culpa não é minha que ELA FUGIU COM O MEU FILHO PRA OUTRO CONTINENTE. Eu é que devia internat a Valéria. E o pai e a mãe dela junto. Tá que o Joel não é lá o melhor pai do mundo -WTF? EMANCIPAÇÃO COM DEZESSEIS ANOS? - mas eu não ia acabar com o Good Charlotte só pra meter meu pai num manicômio. E o meu futuro namoro com a melhor amiga da mãe do meu filho, como fica, agora com a Val lá em casa quase todo o dia? Credo, depois eu não sei por que metade da população feminina da inglaterra que as minhas tripas pro almoço.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

As Aventuras de Matt Madden

Hoje eu estou triste. Quero explicar, mas não sei bem por onde começar.
Não é segredo pra ninguém que há dois anos que eu jogo RPG escrito, por Orkut. Pois bem, eu tenho esse personagem, Matt Madden - que mais tarde veio a se tornar o meu  heteronimo. Ele era o meu preferido, sabe. Personagens iam e vinham, mas ele sempre estava lá e tal. E hoje eu acabei com isso. Sabe, é muito triste mesmo. Eu to até com dor de barriga, de tão chateada. Desculpa, não vou conseguir explicar direito :~

Mas então, pra ele não sumir da minha vida por completo, eu resolvi criar as Aventuras de Matt Madden! Não são aventuras fantásticas, magicas, surreias. São acontecimentos da vida. Comédia da vida privada, tá ligado? rs Todas colocando meu querido Matt em situações muito tensas/engraçadas/desastrosas/emocionantes.

Não vou começar hoje. Hoje eu só queria relaxar um pouco, escrever isso e me vez escrevendo, pra "selar o compromisso".
Eu sei, não fui muito clara. Droga, preciso melhorar na minha expressão escrita.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Estrelas Cadentes

Primeiro eu me sinto na obrigação de pedir desculpas por não ir atrás de uma foto melhor pra colocar aqui, mas também é bom colocar que eu só tenho seis minutos pra fazer um post que eu estou querendo fazer já tem uma semana e esse computador da PUC é deprimente.
Obrigada.

Chuvas de meteoros. Ultimamente eu tenho visitado com muita frequencia o observatório astronomico da PUCRS, que fica no prédio da FALE (Faculdade de Letras). Lá eu aprendi muita coisa nova e relembrei outras que já havia esquecido. Lembrei o tamanho da minha paixão pela astronomia... e que o que me fez desistir dessa faculdade foi o fato de eu ser uma negação em física e matemática. Mas eu não estou aqui pra me lamentar sobre a minha escolha profissional, e sim pra falar sobre meteoros e enfim.
Numa dessas visitas ao observatório, o Marcelo (professor que trabalha lá, formado em Física) me explicou como "funcionam" as estrelas cadentes, o que elas são, como elas são e quando aparecem. Eu fiquei encantada, pedi pra ele me dar todas as datas e os melhores lugares onde ver isso tudo. A melhor chuva de meteoros de todas vai acontecer no dia 17 de novembro, um domingo. Vou fazer qualquer coisa pra poder ver isso!
Quando meu pai estava me levando pra aula de PAC I, no sábado de manhã, eu contei isso pra ele e disse que nós poderíamos ir até o sítio do amigo dele, em Santo Antonio da Patrulha, pra poder ver. Então ele disse uma coisa que me arrepiou. Quando nós (eu e meus irmãos) eramos menores, ele nos levou até a beira da estrada pra ver um cometa passar. Acredite, era o Cometa Halley. Então eu pensei, DROGA, por que eu nunca lembro de coisas realmente importantes? Eu lembro de quando eu fiquei macaqueando de sacada em sacada no terceiro andar de um hotel, mas não lembro de quando vi o Cometa Halley! Eu quis me matar por isso. Mas tenho exatamente um mês pra convencê-lo a me levar para ver a chuva de cometas Leonideos. E tenho mais setenta anos até o Halley passar de novo.
Mas então eu fiquei pensando... como tem gente que não sabe dessas coisas. Não que não saibam a data, elas simplesmente não sabem que isso existe, que é possível! E até coisas menos complexas, como o mar. Vocês têm idéia de quantas pessoas nunca verão o mar na vida? Quantas pessoas nunca andaram de avião, nem mesmo saíram de seu estado e, em casos mais extremos, de suas cidadezinhas no interior. Fico triste por pessoas do campo que não têm acesso às informações e à educação. Isso é cultura, deveria ser uma obrigação ser levada a todos! Talvez seja esse um dos motivos por que eu escolhi a profissão que escolhi. E o que me deixa mais indignada é que certas pessoas TÊM acesso a tudo isso, mas preferem ficar gasando a sua vida com festas, alcool e putaria. Não sou contra 2/3 disso, até porque todo mundo sabe que eu não sou nenhuma santa, mas pelo amor de deus! As pessoas estão mais preocupadas com o vestido feito de carne que a Lady Gaga usou na semana passada do que com todas essas coisas extraordinárias que a natureza dos oferece.
Por favor, crianças - principalmente vocês que adoram dizer OLD por aí -, vão arrumar alguma coisa boa pra fazer da vida.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Bucha

Sempre que eu fico desesperada pra fazer um post novo, nunca sai nada de bom. Ou melhor, nunca sai nada.
Tipo ontem, quando nós tivemos que ir até a sala dos MACs pra poder assistir a aula de Laboratório de Jornalismo (que, para a maioria de nós, foi 99% improdutiva, considerando que os MACs tinham internet e Twitter e Orkut desbloqueados). Tinha até um clima de post novo, naquela aula, mas não, eu não consegui pensar em nada e acabei postando um texto antigo. E acabei de me lembrar que eu tenho que fazer a resenha de Da Matéria Dos Sonhos...
Que seja, isso tudo não é importante. É importante que ontem (ou hoje, como preferir), 1h da manhã, eu resolvi parar de enrolar e ir tomar banho (hmm, oinc, oinc -nn). E é nesse tipo de situação que a gente percebe que não adianta forçar a mente a pensar em alguma coisa na hora que a gente quer.
Eu estava olhando pra bucha, pensando como eu queria bater naquela empregada nova, por destruir o nó do cordãozinho lá que prende a bucha... Tá me entendendo? Claro que não tá me entendendo, isso é até vergonhoso de ficar explicando, porque certamente eu não vou me fazer entender. Mas é a coisa com a qual a gente toma banho e que não é uma esponja de lavar louça.
Continuando. Eu estava olhando pra ela e acabei lembrando de uma coisa de quando eu era criança. NÓS TÍNHAMOS UMA ÁRVORE DE BUCHAS EM CASA! Velho, buchas/esponjas, são, originalmente, PLANTAS! Elas ficam secas e têm sementes! Eu nunca vou achar uma foto disso no Google pra mostrar aqui, mas é real!

Pausa

AHÁ! ACHEI! Na Wikipédia, é óbvio. A Bucha é da família das "cucurbitáceas", maoe! E aqui vai uma foto, pra eu não parecer tão louca, falando sobre buchas.
Quer ver como é um pé de bucha?

Sim, vocês tomam banho com isso! HA-HA

Enfim, e daí eu comecei a perceber como, quando eu era criança, eu achava que tudo no mundo era industrializado. Exemplo: Uma vez eu vi uma banana passada e perguntei pro meu vô por que ela ficava meio marrom, daí ele me respondeu: "é porque tem muito açúcar". Não vou negar, minha mente viajava muito, então eu fiquei imaginando uma fábrica de bananas com um controlador de medida de açúcar [?] pifado.
Mais, muitos anos antes disso, certo dia, eu estava deitada com a minha mãe, quando eu pedi mamá (sim, eu lembro de coisas que aconteceram há mil anos) e ela foi buscar. E daí eu fiquei pensando... meudeus, como será que ela faz isso? Eu não perguntei, mas imaginei. E foi, no mínimo, uma idéia estranha. Imaginei que ela tirava o bico do seio (É, EU SEI), tirava o leite dalí e colocava na mamadeira. Tempos depois, eu comecei a achar que era o contrário.

E depois de pensar muito sobre o assunto, eu percebi que a minha imaginação continua tão tensa como era quando eu era criança. Tipo, como funcionam computadores ou como grandes corporações organizam seus papéis nos arquivos sem perder nada ou como Roma conseguiu conquistar um terrítório tão grande tendo um único governante. São perguntas que podem me ser respondidas, mas eu prefiro ficar na imaginação.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Descubra a sorte do dia no café da manhã

Circunstância: Imagine você, uma mulher de uns 25 anos, formada em design e viciada em andar de skate. Na noite anterior, você se puxou e ficou subindo e descendo lombas durante duas horas sem parar, o que resultou numa dor infernal na perna esquerda. E você odeia uva passa.


Situação: Quarta-feira, nem o início nem o fim da semana. Você acorda morrendo de dor na perna esquerda e mal consegue andar da cama até o banheiro para tomar banho, mas mesmo assim você vai, porque precisa trabalhar e ganhar dinheiro. Tudo bem, sua cara está aceitável e você lembrou de tirar a maquiagem ontem. Quando vai entrar no banho, percebe que a água está tão quente que poderia arrancar sua pele em poucos minutos. O junker fica do lado de fora de casa, o que quer dizer que você terá que passar frio para diminuir o gás pra não passar calor no banho. Então você vê que seu irmão mais novo, que divide o apartamento com você, aumentou o gás para "G", o que significa "Chama Grande", o que quer dizer que ele estava tentando algum tipo de suicídio bizarro com toda aquela água quente. Você diminui a chama e entra no banho. Você sai do banho e, quando está se secando, percebe uma mancha vermelha muito desagradável na toalha. Você está menstruada. Tudo bem, talvez ainda não seja o fim do mundo. Você volta para o quarto, coloca uma calça jean preta, uma camisa branca e um sapato de salto médio - esquecendo totalmente da dor na perna, já que você pega ônibus e não precisa caminhar muito. Você checa se seu yorkshire chamado Fluffy tem comida e água. Ele não tem, mas onde está a ração, mesmo? Você perde cinco minutos até achar o saco de ração debaixo da cama do seu irmão. Coloca comida e enche o potinho de água. Certo, agora você está pronta para o café da manhã, aquela hora que você considera tão sagrada. Você liga no noticiário e, pela vigésima vez em dois dias, estão falando sobre as vítimas de um desabamento, mas mesmo assim você não muda e canal, porque é como se desse azar. Você abre o armário de cima da pia e lá está, sorrindo pra você, sua preciosa granola. O pote está cheio, bom. Leite, chocolate em pó, colher, potinho, granola, tudo em cima da mesa. Você senta. Para poder comer a granola, você precisa pegar, colherada por colherada, de dentro do pote, pra ver se não vai cair nenhuma uva passa no seu potinho. Em geral, em dias normais, você nunca pega uva passa. Mas, convenhamos, não são nem oito horas e seu dia já não está nada bom. Você pega a primeira colher e nela vem três uvas passa. Na segunda, duas. Na terceira, mais três. Você surta, mas em silêncio para não assustar Fluffy. Na quarta colherada, você vê mais quatro uvas passa. Provavelmente você pegou todas as uvas passa do pote num dia só. Você tirou todas as uvas passa e agora coloca o chocolate em pó, que forma bolinhas e não dissolve por inteiro e o leite - que você odeia puro - fica com gosto ruim. Mesmo assim, você precisa se alimentar pra não desmaiar durante a manhã. Você levanta e coloca o potinho vazio na pia e sai de casa, esquecendo de pôr água no potinho, para que as formigas não invadam, e de jogar no lixo as uvas passa que ficaram em cima da mesa. Você está andando pela rua, louca da vida porque pegou todas as uvas passa e sente que, por causa disso, o dia será um inferno. Dor na perna ok, água fervendo ok, menstruação ok, Fluffy sem comida ok, agora, UVA PASSA? Ah, não. Você está há quatro metros da parada quando vê seu ônibus passando. Você grita para que o motorista pare, mas ele só olha pra você e continua, te deixando pra trás, menstruada, de salto, atrasada e com dor na perna. Você não tem outra alternativa se não andar até o trabalho, já que você vai chegar lá a pé antes que o próximo ônibus chegue naquela parada. Você chega no estúdio - você é publicitária - com cinco minutos de atraso, mas seus chefes, por sorte, não estão lá para te xingar. Você larga a bolsa no cabideiro e ele cai, porque ninguém te avisou que ele estava com um pé faltando.  Você arruma a bagunça e vai se sentar em frente ao seu computador. Assim que senta, o telefone toca. "Alô? Oi Seu Schuck, arte nova? Rótulo? Refrigerante? Tá bom, mas não é pro meu e-mail que o Sr. tem que mandar. Ah, vai mandar mesmo assim? Tá bom então. Tá, Seu Schuck, eu passo o recado. Não, não vai ficar pronto amanhã. Ok, ok, de nada, tchau". O cliente que você mais odeia te ligou pra avisar que vai mandar um e-mail pedindo um orçamento para você, sem perguntar se você é designer ou vendedora. Você tenta abrir o Corel e ele tranca a sua internet. Você tenta abrir o Illustrator, mas o Corel não deixa, você tenta entrar no msn e esquece a senha. Você manda tudo pra puta que pariu e vai pegar um copo de café. Você tropeça num cabo no chão, tenta se apoiar na mesa do café e ela cai e vira tudo em cima de você. Suas colegas não riem porque gostam muito de você, mas por dentro elas estão que não se aguentam. Você levanta, arruma a camisa branca manchada de café e vai até a sala da chefe do seu setor. "Preciso tirar o dia de folga, obrigada, tchau". Você nem espera que ela diga alguma coisa, volta pra casa e passa o dia deitada na cama comendo sorvete de morango - que você odeia, porque o seu preferido, o de chocolate, seu irmão devorou num dia - e vendo tv. Um milagre que a tv não tenha queimado. Malditas uvas passa.

sábado, 28 de agosto de 2010

Quarta à noite

Friday night
Saturday night
What about a Wednesday night?




   Andando pela rua na manhã seguinte a aula de Estética e História da Arte, ainda podia ouvir a voz da professora tagarelando sobre o famoso pintor local. Na descida, quase no cruzamento da rua A com a B, onde há uma praça em cada esquina, senti uma gota de água caindo no meu cabelo. Olhei pra cima. Nuvens. Droga, chuva! Mas já estava no meio do caminho, então iria até o fim.
   Dois passos adiante, outra gota, mas no chão. Oh meu Deus, aquilo era vermelho? Me abaixei para ver de perto. Sim, era chuva vermelha! Toquei meu cabelo onde a primeira gota havia caído e olhei minha mão. Verde? Mas que diabos é tudo isso? Outras duas gotas caíram no chão, ambas laranja. Levantei, assustada, procurando por alguém que também estivesse vendo aquela bizarrice. Claro, eu estava sozinha. Que conveniente. Alguma coisa escorreu pelo meu braço descoberto. E era azul. A chuva, não o meu braço... Tudo bem, é o apocalipse, mas eu não quero morrer agora! Olhei para o céu. Maldito pensamento, uma tempestade de chuva colorida despencou sobre a encruzilhada - e sobre meus olhos, quase de deixando cega. Será que o Céu contratou o Restart para comemorar os 3.000 anos de Paraíso? Só essa idéia já me dava arrepios!
   - NÃÃÃO! - gritei com todas as minhas forças, quando limpei os olhos e encontrei Pê Lanza e Iberê Camargo pintando as nuvens de todas as cores.
   - Camila. CAMILA, para de gritar! - alguém falou no meu ouvido. Levantei a cabeça e todos olharam pra mim.
O que, a aula de história da arte ainda não terminou? Oh deus...

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Asilo

Meu primeiro conto, que eu estava há muito pra postar aqui, mas sempre deixava pra depois. Ele tem muitas falhas, mas por enquanto foi o melhor que eu fiz, rs.

Estava tudo perfeito, eu e Lavina tínhamos acabado de nos casar. Estávamos com 20 anos. Nos conhecemos ainda no colégio, 6ª série. Desde que eu entrei naquela sala de aula pela primeira vez, aquela loirinha de olhos verdes conseguiu fazer toda a minha atenção de concentrar em si. Começamos a namorar pouco tempo depois e conseguimos o que poucas pessoas conseguem: manter um relacionamento sem brigas e em constante evolução, superando os desgastes do tempo.
Há alguns dias, depois do casamento - não tivemos lua-de-mel, por falta de dinheiro, mas não era como se precisássemos de uma ocasião especial para sairmos da rotina - decidimos nos mudar para San Diego. Los Angeles é uma cidade boa, mas nós estávamos nos sentindo invadidos pelas pessoas ao redor. Tristeza e stress são contagiosos, sabia? Compramos uma casa antiga, no alto de uma das centenas de montanhas da cidade.
Ela, a casa, tinha um preço imperdível - até bastante suspeito, mas no calor do momento, ninguém pensou nisso - e era bem grande. A corretora nos explicou, estrategicamente segundos depois da compra, que alí costumava funcionar um asilo, que foi fechado quando o filho da dona da casa morreu, lutando na Segunda Guerra, e a mulher entrou em depressão e se matou semanas depois.
- Tudo bem, eu não tenho medo de lendas urbanas! - Lavina sempre foi assim, nunca tinha medo de nada, enfrentava qualquer coisa. Eu amava isso nela, porque era exatamente o oposto de mim. Quando ouvi a história, fiquei com um pé atrás, achei melhor desistir, pegar o dinheiro de volta. Mas Lavina queria tanto, que eu não pude fazer nada.
Entramos pela primeira vez na casa. Ela tinha dois andares, mais um sótão e um porão. No primeiro andar ficava uma cozinha industrial, uma despensa, uma sala de estar grande - provavelmente onde os idosos ficavam com seus familiares, em dia de visitas -, uma sala de jantar, um escritório e quatro banheiros, incluindo um lavabo. No andar de cima havia cinco quartos e duas suítes. No fim do longo corredor, estava a escada para o sótão. Sem porta, apenas degraus seguidos de escuridão. Lá caberia um quarto. Ou um escritório, ou uma biblioteca, qualquer coisa se não um quarto, já que pretendíamos ter um filho e os quartos deveriam estar no mesmo piso. Deixamos nossas coisas na suíte principal, na parte da frente da casa. O quarto da dona do asilo. O resto das caixas e móveis estavam espalhados pela casa e assim ficariam por muitas semanas.
- Imagina a quantidade de coisas que a gente pode fazer aqui! - Lavina pulou em cima de mim, se pendurando no meu pescoço, no meio do hall de entrada. - Até aquela coisa de ladrão e mocinha inocente, que não tinha graça nenhuma naquele micro apartamento! - ela franziu o cenho, com certeza pensando nas nossas tentativas frustradas de realizar as fantasias dela.
- A gente pensa nisso de noite, L. - eu ri, segurando a garota, que já começava a machucar meu pescoço, pela cintura. Ela nunca conseguia parar quieta.
- Certo! Eu vou dar um jeito nas coisas. Você vai até aquele colégio! - ela segurou meu rosto com as duas mãos - quentes, sempre quentes - e me deu um beijo rápido, mesmo assim apaixonado, e logo que eu a soltei de novo, passou por mim, indo até a sala - o cômodo mais bagunçado.
Ah, Lavina...
Eu tinha que ir no tal colégio que me contratou como professor de literatura do primeiro ano do colegial. Eu mal tinha terminado a faculdade, era pura sorte. Na verdade, era muita sorte, porque só com o dinheiro que eu receberia, eu poderia terminar de pagar a casa.
Deixei Lavina e fui até o San Diego High School. O problema daquela cidade é que tudo fica muito longe. A cada lugar que você vai, parece uma viagem. Demorei meia hora para chegar lá. O colégio parecia uma faculdade, na verdade. É, talvez fosse pelo fato de fazer parte da San Diego University, que ficava logo ao lado. Logo na entrada do colégio, um balcão largo separava os visitantes do resto do prédio. Uma ruiva de bochechas grandes chamada Sally me atendeu.
- Thomas Springsummer, certo? - ela estava mascando chiclete e parecia entediada. Como aquelas secretárias de filmes enlatados. E, assim como elas, Sally também usava uma franja curta demais e um coque no alto da cabeça.
- Isso. - eu me apoiei no balcão, tentando ver o que ela estava fazendo. Curioso por natureza, um dia isso ainda vai me matar. Sally levantou os olhos, séria, mascando aquele chiclete.
- O diretor Houting o espera na sala dele. - ela anunciou, voltando a fazer o que quer que estivesse fazendo antes, já que eu não consegui ver o que era. Fiquei olhando pra ela, com cara de bobo, eu acho, porque, quando ela levantou a cabeça, quase riu. - Abre essa porta, segue reto até o fim do corredor, a porta à esquerda, escrito "diretor".
- "Diretor"... Faz sentido. - falei mais pra mim do que pra ela. Ela tava me zoando? Segui o caminho que ela explicou. Os corredores de paredes azuis cobertas por centenas de armários de metal estavam vazios. Obviamente os alunos estavam nas salas. Às vezes eu mesmo me espanto com a minha capacidade de raciocínio.
A porta no fim do corredor. Diretor. Bati três vezes e imediatamente escutei a resposta. "Entre", ele disse, numa voz grossa. Devia ter por volta duns sessenta anos. Abri a porta e, de fato, me deparei com um senhor de cabelos brancos e aparência cansada. Ele já começou me explicando que eles tinham sérios problemas com os professores em geral, que normalmente eles não duravam mais de dois ou três anos lecionando por lá. Não preciso dizer que comecei a ficar incomodado, afinal, eu precisava de pelo menos dez anos num emprego estável e que me desse a quantia que eles estavam oferecendo.
- Eu vou fazer isso mudar, Sr. Houting. - eu não sabia o que dizer e acabei falando nada. Ele só suspirou, assentindo com a cabeça.
- Você começa amanhã. O primeiro período é às dez horas da manhã. Os detalhes de salário e o resto do horário você pode pegar com a Sally. - ele se levantou e me ofereceu a mão. Estava tudo certo. Me despedi e saí da sala. Nesse instante, meu telefone tocou. Era Lavina.
- Tom! Você não vai acreditar no que eu achei aqui no sótão! Eu posso escrever uma trilogia com isso tudo aqui! - ela estava muito animada e eu podia ouvir um barulho frenético de passos ao fundo. Não pude deixar de rir, a voz dela era a voz de uma criança que acabara de ganhar o sorvete que tanto queria. - Volta logo! - ela nem me deu tempo de falar alguma coisa, além de rir, e desligou o telefone. À essa altura, eu já estava fora do prédio, com os papéis que Sally me entregou na mão e indo para o meu carro. Mais meia hora. Quando cheguei em casa, Lavina me esperava na porta, com papéis e cadernos antigos nas mãos.
- Que é tudo isso? - perguntei, quando ela me entregou um dos cadernos. Era um diário e parecia ter uns setenta anos.
- É toda a história do asilo! Todos os dados, horários, datas, nomes, visitas! Tudo, Tom! Era o que eu precisava, quero minha sala e quero no sótão! - ela abraçou todos aqueles papéis mofados, com força, correndo de volta pra dentro da casa.
Asylo Melbourne...
Há tempos que Lavina procurava uma boa história para começar o seu livro. Parece que ela finalmente encontrou. Entrei em casa logo atrás dela e, nossa!, incrível o que ela conseguiu fazer naquele lugar em, no máximo, duas horas. Na sala não havia mais caixas e todos os móveis estavam no lugar e a cozinha parecia que já estava pronta antes mesmo de chagarmos, exceto por um ou outro eletrodoméstico em cima do balcão central. É, ela percebeu que eu fiquei espantado.
- Você ainda não entendeu que eu sou demais, T? - ela riu, piscando aqueles olhos verdes pra mim.
- Tem razão, L,eu nunca vou aprender a conviver com tamanha sobrenaturalidade! Agora, onde você achou tudo isso, mesmo?
- No sótão! Credo, você não presta atenção em casa. - Lavina começou a me puxar escada a cima para o segundo andar e depois para o sótão.
- Nos...! - "nossa!" parece que, quando limparam a casa, depois da tragédia, esqueceram que tinha um sótão por lá. Moveis antigos, peças de decoração, camas de ferro, colchões puídos. E caixas, muitas caixas cheias de papéis - iguais aos que Lavina segurava.
- Ah, olha só! Fichas e diários de internos! - ela anunciou, antes mesmo de eu poder abrir a primeira caixa. Me aproximei dela, sentando ao seu lado, enquanto ela começava a ler um dos diários. - "Lorena Easter, oitenta e dois anos, viúva, californiana. Foi trazida pelos filhos James e Julian Easter." - ela pulou algumas folhas - !Doze de setembro de 1939. Lorena não se comportou bem na sua primeira noite no asilo, tivemos que aplicar sedativo, além de amarrar seus braços e pernas na cama.! - Lavina ficou quieta e me olhou ao mesmo tempo que eu a encarei. O silêncio eloqüente. Eu devia ter dito pra parar, mas nós dois queríamos saber o resto. Ela voltou ao diário. 
- "Cinco de outubro de 1939. Lorena continua causando transtornos. Ontem à noite, presa na cama, começou a gritar que alguém naquela quarto a estava tentando matar. Os sedativos não funcionaram e eu tive que, pessoalmente, costurar sua boca." - Lavina fechou o diário automaticamente, depois de ler a última frase daquela data.
- Lavina... - segurei a mão dela, esperando que ela colocasse aquilo de volta no lugar e desistisse daquela história. Mas ela fez outra coisa.
- Thomas, isso é perfeito! - espera... O que? Aquela mulher, Melbourne, torturava os internos e Lavina ainda queria ir em frente? E aquela Lorena, que via coisas no quarto dela? Aquilo era loucura!
- L, você não pode estar falando sério, olha isso tudo! - peguei outro daqueles diários de capa de couro que estavam empilhados dentro da caixa à nossa frente. - "Oswald Kendall, noventa anos, trazido de Louisiana pela esposa, Mariane Kendall, de vinte e dois anos." - passei algumas páginas, chegando nos registros. - "Três de janeiro de 1930. Pobre Oswald, sempre tão obediente e calmo, hoje à tarde entrou na cozinha e tentou arrancar os olhos com um garfo. Catarina, uma das cozinheiras, diz que tentou impedir, mas ele a ameaçou com o instrumento e ea recuou. Acho que, em breve, teremos que da adeus ao velho Oswald." - à essa altura, eu estava completamente em choque e Lavina continuava frenética! Passei para a última data registrada, não acreditando que Melbourne tivesse feito o que eu estava pensandoque ela fez. - "Quatro de julho de 1930. Que data para se despedir de alguém! Durante a madrugada de hoje, Oswald sofreu um ataque cardíaco e faleceu. Ele demorou a morrer, por isso alguns infermeiros diminuiram sua dor, adiantando sua passagem, com bastões de madeira. Ninguém procurou pelo velho." - fechei o diário e joguei na caixa. - Você não pode fazer isso! Olha com o que você tá mexendo, Lavina! - se eu estava apavorado? É óbvio.
- É a minha chance, Tom! A história é fantástica!
- A gente tem que ir embora daqui. Eu sabia que não podia ser perfeito. - eu levantei, tentando puxá-la junto, mas ela soltou minha mão.
- Por favor, Tom... Me deixei fazer isso e nós vamos embora. - ela insistiu, levantando e apoiando as duas mãos no meu peito. Droga, não dá pra lutar contra esses olhos.
- Certo... - eu suspirei, derrotado. Segurei Lavina pela cintura e puxei seu corpo para perto do meu, dando um beijo demorado em seus lábios. Eu estava com medo do que pudesse acontecer.
Acabamos por transformar o sótão num escritório. Lavina organizou os arquivos das caixas nos armários antigos que já estavam lá. Basicamente, o que fizemos foi apenas uma pesada limpeza. Lavina passava a maior parte do tempo lá dentro, em meio aos terríveis relatos de Melbourne, enquanto eu dava aula àqueles alunos que se acham mais inteligentes do que os mestres. Descobri por que os professores não duravam lá: os alunos faziam de tudo para humilhá-los e fazê-los se demitirem ou serem demitidos, tudo mesmo. Mas, quando eles descobriram que eu era o novo dono da casa do asilo, começaram a tomar interesse pelo que eu dizia em aula.
O fim de semana chegou, hora de dar um jeito na casa. Quer dizer, esse era o meu plano... Era.
- Tom, você tem que ver isso! - Lavina vaio até mim correndo, assim que eu abri a porta de casa, carregado de sacolas de compras. - Eu achei vídeos! Um dos armários tinha um tipo de fundo falso ou sei lá...
- L, você não entende o que isso quer dizer? - fomos até a cozinha, onde deixei as sacolas, no balcão. Ela ficou me encarando, com uma fita de vídeo na mão, esperando a resposta. - Lavina! Se isso tava escondido num fundo falso, obviamente tem alguma coisa errada gravada aí! - expliquei, mas mesmo assim ela não entendeu aonde eu queria chegar. - Presta atenção. Se Melbourne não fazia questão de esconder os absurdos escritos naqueles diários, imagina o que deve estar gravado aí! - sabe, às vezes eu realmente levava em conta o fato de ela ser loira, como uma coisa prejudicial à saúde dela.
- Então nós temos que descobrir! - ela sorriu e me deus as costas, sumindo pela porta.
O que mais eu podia fazer, além de ir atrás dela? Cheguei na sala e ela já estava colocando a fita no vídeo.
- Preparado? - ela se virou pra mim e apertou play.
- E eu tenho opção? - falei, rindo e dando de ombros. Me joguei no sofá marrom e Lavina sentou ao meu lado, ansiosa. Não sabia o que estava dando nela.
Uma imagem apareceu na tela. A filmagem era precária, em preto e branco e a pouca luminosidade do lugar piorava a gravação. Era um quarto de internos, coletivo e sem janelas. Havia muitas camas, apesar de pouco espaço, e todas estavam ocupadas. Não consegui contar quantas eram. Lavina se aproximou mais de mim, encostando a cabeça no meu ombro. Seu entusiasmo estava dando lugar ao medo. Palavras são uma coisa, imagens são completamente diferentes. No vídeo, que não tinha audio, um movimento estranho... A câmera de aproximou da cena, tudo ficou mais nítido. Era um... Bastão de madeira? Na cama, uma pessoa estava amarrada, sangrando e sem um olho.
- Oh meu deus! - Lavian gritou, fechando os olhos e virando o rosto no momento em que o homem do bastão deu uma batida mais forte no velho, o que teria feito um barulho repugnante, se a filmagem tivesse audio. Sorte nossa.
A câmera, depois de registrar a morte do velho, que concluí ser Oswald Kendall, moveu-se pelo resto do quarto, mostrando os rostos desfigurados dos outros internos lá trancafiados. E então desligou.
Silêncio e o som dos chuviscos da televisão invadiram a sala.
Agora ela ia desistir.
- Tá satisfeita, agora? - passei meu braço pelos ombros dela e ela levantou a cabeça.
- Será que também tem um vídeo dela costurando a boca daquela mulher?
- Lavina! - se eu ganhasse um dólar toda vez que falasse o nome dela, desde que chegamos em San Diego, não ia demorar muito pra ficar rico.
- Que, mais dizer que isso não é demais? - ela levantou e parou na minha frente, segurando as minhas mãos, entrelaçando seus dedos nos meus. - Tom... Eu sei que você não tá gostando nada disso, então, se não quiser se envolver mais... Deixa comigo, tá? Você sabe como eu sou.
- Agora que eu já cheguei até aqui... - o que mais eu podia fazer, isolar a minha mulher no sótão porque ela está perdendo o juízo? Não, né. E era bem verdade, eu sabia que, uma vez que ela colocava uma idéia cna cabela, por mais louca que fosse, ela não tirava mais até fazer o que pretendia.
Ela sorriu e me abraçou, dizendo que ia subir pra ver se achava o vídeo de Lorena e que era melhor eu fazer o almoço antes que ficasse tarde. Espera, "fazer o almoço antes que fique tarde"? Ah, credo!
Passamos um mês inteiro assim, procurando e assistindo vídeos, lendo diários. Além de Oswald e Lorena, outros três casos nos chamaram a atenção: Katrina Owens, de oitenta e quatro anos, era cega, segundo sua ficha, mas no diário consta que os seus olhos foram furados aqui mesmo; Deborah Robinson, setenta e sete anos, era provavelmente a mais sã de todos, mas não dormia à noite porque, assim como Lorena, ficava berrando que alguém iria matá-la. Ela não chegou a ser torturada, parece que vivia de sedativos num quarto isolado; e Livia Johnson, que era uma das enfermeiras, tinha quarenta e nove anos e foi internada porque, segundo Melbourne, ficou "louca". Ficava no "quarto sem janelas" e não convivia com os outros internos.
Segunda-feira, fiquei o dia inteiro fora por causa de um imprevisto no colégio. Tive que dar todos os períodos de português, além dos meus, por que o professor da matéria simplesmente se recusou a voltar lá. Quando cheguem em casa à noite, encontrei Lavina no sótão - claro. Ela estava parada, com os cotovelos apoiados na mesa e o queixo nas mãos, vidrada na tela do computador.
- Eles a mataram.
- Que?!
- Eles! Aquels três! Mataram Melbourne, forjaram o suicídio e depois se mataram!
Silêncio.
- Como você descobriu isso?
Ela me encarou.
- Eu vi.
- O... Você O QUÊ?
Ela se arrumou na cadeira, virando o corpo inteiro pra mim e começou a gesticular e falar, ansiosa.
- Eu estava aqui em cima vendo umas fotos, sabe, pra por no livro, quando eu ouvi um barulho estranho. A casa é grande, poderia ter vindo de qualquer lugar, mas me pareceu distante, né, então eu fui direto pro primeiro andar. Eu sei que, se fosse você, apesar de ser curioso desse jeito aí, teria ignorado de medo... - ela parou, rindo. Não podia perder a piada, né, L? Arqueei uma sobrancelha e ela acabou continuando. - Certo, mas eu chequei todos os cômodos e depois o jardim. E nada! O barulho continuou e eu já estava ficando irritada, quando lembrei que nós temos um porão. Lá fui eu pro porão! Sério, Tom, aquele lugar dá arrepios! Liguei a luz, juro, tinha luz!, mas não adiantou quase nada, e sabe o que tinha lá? O quarto coletivo! Onde o Oswlad morreu!
Pausa.
"Então eu ouvi o barulho, mais uma vez, muito forte. Eu estava no lugar certo, mas as batidas pareciam vir de lugar nenhum, simplesmente apareciam no ar. Comecei a andar entre as camas, então, pra achar o "foco". Devo ter parado na penúltima cama à esquerda, antes da parede do porão. Fiquei olhando o colchão azul e branco listrado, manchado e puído, por algum tempo... Então eu toquei o ferro da cabeceira. Tom, eu não sei o que aconteceu, mas eu fui parar no momento do assassinato da Melbourne. Foi... Terrível. Ao todo eram doze internos, no porão, e eles todos, do nada, se revoltaram e prenderam os enfermeiros - lá embaixo só descia homens. Acho que planejavam isso há tempos. Deborah, eu vi que era ela pela descrição na ficha, ruiva, com cara de anjo, furou os olhos e todo o rosto deles com uma caneta e depois costurou suas bocas com uma agulha enferrujada. Igual àquelas que encontramos no sótão. Imagino que não tivessem feito isso antes justamente para atrair Melbourne com os gritos. Então fizeram silêncio. Katrina, a cega, estava com o ouvido colado na porta, junto com Livia e, quando elas ouviram barulho de passos, voltaram às camas. PÁ! Melbourne abriu a porta bruscamente, bem atrás de mim. Virei para vê-la. Estava furiosa, bufando! Seus olhos estavam arregalados e vermelhos e ela mostrava, num sorriso assassino, dentes amarelos e sujos. Ela era enorme, quase um homem!
- O QUE VOCÊS PENSAM QUE ESTÃO FAZENDO? EU VOU MATAR CADA UM DE VOCÊS E SERVIR DE COMIDA PARA O RESTO DOS VELHOS! - ela gritou, arrancando os cabelos, cuspindo enquanto falava. Então um homem pulou em cima dela, fazendo Melbourne desmoronar no chão. Katrina - não me pergunte como, parecia que ela via tudo que estava acontecendo -, Livia e Deborah levantaram de suas camas e amarraram a mulher com lençóis. Não pude ver o rosto do homem! Estava tudo muito escuro. Eles puxaram Melbourne pra cima de uma das camas. Ela gritava, insana, feito uma porca no abate. Dizia que eles estavam perdidos, que não sobraria ninguém pra contar história. Não adiantou. O homem pegou o travesseiro e apertou contra o rosto dela, enquanto ela esperneava. Não fosse o bastante, Deborah apareceu com o bastão que matou Oswald e começou a bater no travesseiro. Os gritos da mulher eram abafados, mas mesmo assim apavorantes. Estava presa, não podia fazer mais nada para se livrar do que estava por vir e logo seu corpo relaxou, sem vida."
Parou e respirou fundo.
- Depois eu soltei o ferro e voltei.
- L, olha com que tipo de coisa nós estamos lidando! Você viu coisas, Lavina. Que dimensão isso ainda pode tomar?
- Suponho que... AAH! - ela se assustou com o barulho de um prato quebrando. s pratos ficam dentro de um armário fechado e nenhuma janela está aberta.
Eu queria muito fazer muitas perguntas pra ela, sobre o que ela tinha visto mais, mas me levantei para correr até a cozinha. Lavina veio logo atrás de mim.
- O que é, o que é? - ela ficou perguntando, enquanto descíamos as escadas.
- L, eu ainda não cheguei lá, como é que eu vou saber? - revirei os olhos, atravessando a sala. Depois, cozinha. Congelei no vão da porta, Lavina não viu e bateu com tudo nas minhas costas.
- Thomas! - ela reclamou, massageando o nariz com a mão. Na cozinha, a mulher ensangüentada e com a boca costurada notou nossa presença. Oh meu deus. Ela estreitou os olhos para nós e parou de andar. Droga, ela tá vindo pra cá!
- LAVINA, CORRE! - não esperei ela chegar perto, muito menos Lavina reagir, me virei e saí correndo, puxando a loira pelo braço para o segundo andar. Sem saber pra onde ir, acabei nos trancando dentro do nosso quarto. Estava tudo escuro, mal chegava alguma luz pelas janelas de vidro. Eu estava nervoso, apreensivo e, principalmente, morrendo de medo de acender a luz. Apertei a mão de Lavina. Podia ouvir a respiração ofegante dela.
- Acende, Tom.
- Não.
O interruptor estava não lado dela. Meus olhos já estavam se acostumando com a pouca luminosidade quando ela apertou o maldito botão e fez a luz correr pelo quarto. Na nossa cara, Melbourne.
O mesmo olhar que Lavina descreveu minutos antes.
Melbourne pronunciou alguma ameaça, mas só saíram grunhidos aparentemente sem significado, e então avançou na nossa direção. Mais um segundo e não teria sobrado nem Thomas nem Lavina pra contar história, abria porta, puxei Lavina e bati. Lorena, a mulher da cozinha, que estava passando pela sala no andar de baixo, ouviu a batida e virou o rosto para nós.
- Tom, o que eu fiz? O que eu fiz? - Lavina chorava, descontrolada, enquanto eu a arrastava pra fora da casa. Já era noite há tempos, bem se via pelo céu negro e estrelado. A escuridão que as árvores produziam ao redor também não nos ajudava. A primeira coisa que veio na minha cabeça, e a mais óbvia: dirigir até a cidade.
Abri a porta do carro para Lavina e corri para o banco lado do motorista.
- Estamos mortos, L. - aquilo jorrou da minha boca antes que eu pudesse pensar na conseqüência. Tarde demais, Lavina entrou completamente em desespero, tremia sem parar, chorava muito e sua pele estava muito fria. Não conseguia falar e soluçava ao respirar. Maldita hora para não achar a chave!
-LAVINA, ME AJUDA, P...! - gritei, fazendo o pânico da garota aumentar ainda mais, mesmo que ela tivesse tentando se mexer para procurar a chave do carro.
- Inferno! - ah, achei as malditas! Coloquei a chave na ignição, quando olhei pra frente de novo, cinco pessoas vinham em nossa direção: Lorena, Deborah. Livia, Katrina e o velho não identificado. O último tinha o rosto completamente desconfigurado, queimado, aos pedaços, sangrando.
- FUNCIONA, MERDA! - bati com as mãos no volante. Não, aquilo NÃO podia estar acontecendo. Não comigo! Isso não é real, não existe, NÃO!
- TOM! - Lavina deu um grito agudo. Virei pro lado, assustado, e vi Melbourne na janela, abrindo a porta do carro.
- NÃO! - entrei em choque, Melbourne arrancou Lavina de dentro do carro, puxando-a pelos cabelos. Tentei puxar Lavina de volta, mas três pares de mãos me seguraram. Eles estavam atrás de mim! Não importa, Lavina estava sendo levada embora! - LAVINAA! - eu não consegui me soltar a tempo, Melbourne arrastou Lavina pela grama até a entrada do porão, onde se trancou com ela. Os três mortos me puxaram pra fora do carro e os outros dois de aproximaram. Eu não conseguia me desvencilhar, eles eram fortes demais. Fiquei preso ao chão, com cinco espíritos me segurando, por meia hora, ouvindo os gritos de Lavina vindos do porão. Chamando por mim.
Morrendo ou não, minha vida acabaria naquela noite.
Os gritos cessaram. À essa altura, eu já nem lutava mais. Os espíritos desapareceram e eu fiquei lá, jogando no chão, com os olhos cheios de lágrimas que se recusavam a cair, encarando o amanhecer no céu. Não tinha mais forças para me levantar, não tinha coragem. Nem sabia se eu ainda estava vivo.
Mas eu ficaria lá pra sempre, até que alguém pagasse pela vida dela. Nem que eu tivesse que matar para conseguir vingança.

sábado, 7 de agosto de 2010

Dexter - A Mão Esquerda de Deus

Boa noite, everybody! Como as aulas de Técnicas de Reportagem e Narrativa já mostraram, nessa uma horinha e meia que tivemos juntas essa semana, vou ter muito trabalho envolvendo, entre outras técnicas de escrita, resenhas. Por isso e por acompanhar cada post do blog Lendo & Comendo eu resolvi começar a tirar meus livros da estante e comentar sobre eles, bem aqui. Eu queria que a minha primeira resenha fosse sobre Da Matéria dos Sonhos, da Rosana Rios, que é um livro que surgiu pra mim do nada e que me encantou logo nas primeiras páginas. Mas como a vida não é colorida, eu estou com pouco tempo pra ler e as aulas estão correndo, vou começar com o primeiro livro da trilogia Dexter, que deu origem à série de TV. (As resenhas serão assinadas como "Caio's pov" por motivos pessoais.)



Dexter Morgan é membro da perícia do Miami Police Department, especialista em borrifos de sangue. Mora sozinho, é gentil, charmoso, tem uma namorada loira e adorável, dois pequenos enteados e uma meio-irmã que faz parte da divisão de Narcóticos da Polícia de Miami. Nada podia despertar menos a curiosidade alheia. E é esse mesmo o plano. Na verdade, Dexter é um serial killer nada convencional que mata apenas outros serial killers.

Deborah (chamada "Debra" pela série de TV), irmã mais nova de Dexter, está infiltrada entre as prostitutas de Miami para resolver um caso de tráfico de drogas quando uma série de assassinatos - todos com as vítimas aparecendo sem sangue, cortadas em pedaços e embrulhadas em vários pequenos pacotes, como presentes - começa a acontecer. Com medo de ser a próxima vítima - e querendo livrar-se logo daquele trabalho que não lhe agradava em nada, especialmente pelas roupas que era obrigada a usar -, Deborah pede ajuda ao irmão, sabendo que ele tem certa facilidade em desvendar paradeiros de assassinos em série. Dexter - e seu "Passageiro das Trevas" - fica fascinado com a técnica do serial killer misterioso e logo cogita usar o mesmo método, ao mesmo tempo, se sempre incomodado com tamanha semelhança com seus próprios assassinatos. 
Dexter acaba envolvido no caso, mesmo não sendo detetive, e tem todo o apoio da detetive LaGuerta e a discórdia do Sargento Doakes, um homem do qual o passado todos desconhecem e que tem uma implicância óbvia com Dexter. Mesmo com a mente de Dexter trabalhando como nunca, é como se o assassino fosse um fantasma. Até que Dexter encontra na sua geladeira uma mensagem do serial killer. Com isso, ele está a poucos passos de descobrir o que está acontecendo.
Entre uma reunião e outra da polícia, Dexter faz mais uma vítima mas, com medo de que o pegassem, deixa o trabalho inacabado e logo a polícia acha o corpo, mas não suspeita de nada. Depois desse evento, mais uma vítima do assassino misterioso é encontrada. Dessa vez, num estádio de Róquei. Analisando as câmeras de segurança, a imagem do próprio Dexter aparece em um dos vídeos. Dexter sabia que não era ele, é claro e, mesmo que estivesse tendo algum tipo de lapso de memória, ele se lembrava claramente da perseguição que teve com o outro serial killer, na madrugada de Miami.
É descoberto, então, que o serial killer é Brian, o irmão mais velho de Dexter. Brian seqüestra Deborah para que Dexter o siga e os dois, juntos, matem a mulher. Quando se encontram, Brian conta sobre a infância dos dois e como surgiu a necessidade de matar que os dois têm. Influenciado pelas palavras do irmão, Dexter fica cego diante de Deborah, que está amarrada em uma mesa diante deles. No tempo em que fica sem saber o que fazer, Dexter analisa seus conceitos sobre quem deve morrer e quem deve viver. No último instante, a detetive LaGuerta os encontra. Uma pequena luta é travada entre Brian e LaGuerta, o que acabada em morte para ambos os lados.
Deborah - que não denuncia o meio-irmão, apesar de agora saber sobre seu segredo - é transferida para a Homicídios - como sempre quis - e Dexter fica feliz pela morte de LaGuerta, que vivia no seu pé, assediando-o constantemente. 


Dexter - A Mão Esquerda de Deus (272 páginas, brochura, 16 x 23 cm 1ª edição: 2008) é um grande sucesso de Jeff Lindsay e foi publicado no Brasil pela editora Planeta.

Incrível

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Depois do Vestibular #2

Eu sei, eu sei, sumi. A N deve estar louca comigo. Mas eu estava muito louca com tudo que estava acontecendo. Muita coisa, mas isso não vem ao caso agora, porque ontem foi o meu primeiro dia de aula na faculdade!

# Primeiro dia de aula

Cheguei lá muito apavorada, por mil alguns motivos. Vamos contar?
1 - Combinei com a Ju de chegarmos juntas na PUC. Daí no fim da tarde ela me avisa que vai pegar o T4 e que não vai comigo porque... eu não entendi bem por que. Sendo assim, cheguei sozinha.
2 - Liguei pra ela quando entrei no campus, mas ela disse "OMG, estou atrasada e já estou no meu prédio". Ou seja? Eu ficaria sozinha lá dentro.
3 - Não queiram saber como os veteranos do jornalismo passam ares TÃO mesquinhos.

Mas, chegando no prédio da FAMECOS, dei de cara com o Gama. Ele está um semestre na minha frente, portanto, o veterano menos assustador de toda a faculdade. Ele me ajudou a descobrir qual era a minha sala, porque a espertinha aqui conseguiu perder a grade de horários um dia antes. Cheguei mais cedo do que precisava - o que quer dizer que a Ju também não estava atrasada - e tive que ficar esperando junto com um monte de veteranos que tinham rodado naquela cadeira.
Ok, entramos na sala. Preciso dizer que foi exatamente igual ao primeiro dia de aula da 1ª série, da 8ª e de todos os anos do ensino médio.
Primeira/Segunda Aula (Técnicas de Reportagem e Formas Narrativas) - O primeiro professor, que eu não lembro o nome,  falou mil coisas legais e não deu aula. Normal. Tivemos dois períodos com ele e já temos que ler dois livros que custam quase o olho da cara, juntos.
Intervalo - Fui até o CSPA pra assinar o contrato do FIES. Depois fui socorrer a Ju, que está fazendo Admistração contra a vontade. Ela teve dois períodos de Cálculo com a professora que costumava nos dar aulas de matemática no ensino médio. Fiquei meio triste por ela não ter me deixado falar sobre a minha aula, mas eu entendo, já que ela queria fazer Relações Públicas.
Terceira/Quarta aula (Tecnologias Audiovisuais) - Cheguei atrasada. O bom é que, na faculdade, a gente não precisa pedir licença pra entrar ou sair e ninguém está ligando se você chegou atrasado ou não. Mas o cara que estava na minha sala era o coordenador de jornalismo. #Fail, mas ele também nem ligou. Quando o professor começou, explicou como seriam as aulas e já nos deu um trabalho pra semana que vem. Hora de levar resenhas a sério.

Hoje tem mais. Espero que só melhore, porque o começo foi bem meia-boca. Mito da faculdade, já era.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

IGY IS ALIVE!

Eu, de novo, cumprindo outra promessa pré-listão-da-PUC
A promessa de escrever meu livro! *-*
Mas ele não será só meu e nós já tínhamos começado a escrever desde o ano passado, mas não estávamos levando isso muito a sério. Mas agora é o-fi-ci-al :D E cá está o link, pessoas:
Divirtam-se, por favor *-*

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Depois do vestibular #1

Quem me segue no Twitter sabe que, no dia do listão, eu fiz mil promessas, caso eu passasse. E, bom, aqui estou eu, cumprindo uma delas! A promessa de fazer uma seção especialmente pra essa época tão linda -n que é a faculdade. Eu vou, ENFIM, descobrir o que diabos é mito e o que não é. Se é tudo tão selvagem e mágico como dizem. Se for, eu estou feita!!


# O Dia Depois do Listão

É meio tenso, depois que o surto passa. Tua madrasta - que tu ainda não teve a oportunidade de matar - insiste que tu tem que ligar até para aquela tua tia do Acre, pra avisar que passou num vestibular que nem é lá tão concorrido assim. Ah, mas tu passou em 6º lugar, diz ela. Bom, grande coisa! A gente vê, depois das primeiras sete horas depois do surto, que realmente não é lá essas coisas. A menos que você passe na Federal, é claro.
Agora eu preciso me preocupar com a matrícula, porque a PUC deixou bem claro que passar e PAGAR A PRIMEIRA MENSALIDADE não garante a tua matrícula. OU SEJA, eles querem mesmo é roubar o teu dinheiro! Enfim, histórico escolar pra cá, cópia de identidade pra lá. E como chegar no prédio certo? Tenso! Estou com medo de não achar a sala da matrícula e perder a minha vaga, é verdade.
Depois de sair pra comemorar uma quarta-feira e voltar pra casa às 2 da manhã e acordar pra trabalhar às 6:30, estou mesmo precisando da minha cama. Por isso me vou. Se eu fosse vocês, esperaria o fim de semana pra festejar o vestibular bem sucedido.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Promoção Sussurro

Porque eu vou fazer o impossível pra poder ler esse livro...


#Sorteio do livro Sussurro , de Becca Fitzpatrick, no blog Lendo e Comendo da @nilmart! Até 25/06. http://migre.me/Lyab

Shit Brix 2

Agora que eu já descobri todas as coisas/demonios/piadas/fantasmas/sombras/ilusões das fotos do shitbrix.com, tá ficando sem graça ver os Mindfucks. Mas tudo bem, os que eu achei mais legais - na hora, er rs - eu vou postando. E se o Blogger cooperar, as imagens sairão grandes -Q


The Chair


quinta-feira, 17 de junho de 2010

Como Matar Sua Madrasta: Método 2

Atenção! Antes de executar qualquer uma dessas táticas, certifique-se de ter em mãos os seguintes itens:

• Um nome falso (ex: Camomila Vera)
• 1 Passaporte para Rússia, Croácia ou Ucrânia em nome de Camomila Vera
• Carteira de Identidade falsa de Camomila Vera
• Cartão de crédito falso de Aloe Vera, marido fictício millionaire de Camomila Vera, com crédito ilimitado
• Um ótimo álibi
2 - Esquartejamento

A maneira mais lenta e divertida e que surte resultados instantâneos no seu bom humor. Ideal para pessoas que passaram de 5 a 15 anos aturando a pessoa insuportável. Lembrando que esse método também serve para mães (embora eu não recomende isso), tias e primas.

Se todos foram viajar, seu pai nem liga pra você e seus irmãos só pensam em trepar na casas de seus/suas respectivos(as) namorados(as) e você tem a garantia de muitas horas livres, então este é o método certo para sumir com sua madrasta. Faça assim: Se você tem a sorte de ter um pai gourmet, vá até aquela idolatrada coleção de facas que ele tem e pegue a maior e mais afiada, que chega a brilhar até no escuro. Depois, vá até o faqueiro da cozinha e pegue a faca mais cega. Atenção: FAÇA ISSO NUM SÁBADO OU DOMINGO, que é quando sua irmã mais nova dá uma folga para sua madrasta e ela pode dormir um pouco durante a tarde. Esconda as duas facas dentro de suas botas de combate - se você não tiver isso, botas comuns com cano longo também funcionam - e cuidado para não se cortar. Coloque muito, mas muito remédio pra dormir no energético que sua madrasta toma. Depois que ela reclamar do gosto estranho e capotar no sofá, leve-a até o quarto de deus pais e amarre seus pés e mãos na cama e meta uma meia na boca dela. Comece pelas orelhas. Não corte nada que possa ser fatal, pois a diversão vai-se embora muito rápido. Deixe os olhos por último e a língua logo depois das orelhas, pois assim ela não produzirá um som humano e assistirá a tudo.
Duração da dor: Em média 30 minutos.

Nível de satisfação: 99% feliz. (1% - você pode ficar um pouco traumatizado, depois desse método)

Tempo para a fuga: o mais rápido possível, seja sensato.

Chances de você ser descoberto: se com todas as precauções tomadas, 2%

Chances de você ser pego (se com todas as precauções tomadas): 1%


Como Matar Sua Madrasta: Método 1

Atenção! Antes de executar qualquer uma dessas táticas, certifique-se de ter em mãos os seguintes itens:

• Um nome falso (ex: Camomila Vera)
• 1 Passaporte para Rússia, Croácia ou Ucrânia em nome de Camomila Vera
• Carteira de Identidade falsa de Camomila Vera
• Cartão de crédito falso de Aloe Vera, marido fictício millionaire de Camomila Vera, com crédito ilimitado
• Um ótimo álibi






1 - Envenenamento

Uma maneira rápida, porém muito divertida, de acabar com a alegria da sua madrasta! Muito útil para quando você está com pressa, mas acha que, depois de tantos anos aturando aquela mulher, merece um pouco de diversão. Eis aí a minha dica:

Encarne a Annoying Orange e passe o dia enchendo o saco dela insistindo para que vocês vão até o mercado comprar uma caixa de ovos de codorna porque você está com desejo há um mês e que, se não comer HOJE, seu filho nascerá com cara de ovo de codorna. Se ela disser que você não está grávida, mantenha um ar misterioso e diga "nunca se sabe". Depois que você conseguir seus lindos ovos de codorna, vá até a cozinha, pegue vinagre, sal e tudo o que precisa para fazer ovos de codorna em conserva. Lembrando que o veneno que você comprou com o simpático Tio João da Feira da Esquina é um ingrediente essencial para que sua conserva fique no ponto. Prepare tudo e coloque o pote na geladeira com o seguinte bilhete: "ESSES OVOS SÃO MEUS, SE VOCÊ É INTELIGENTE, NÃO VAI MEXER!!!" para que seus irmãos não inventem de sumir com seus ovos de codorna. Uma hora mais tarde, ofereça à sua madrasta. Se ela recusar, enfie goela abaixo. Nota: Cuidado para que sua irmã mais nova não assista à sua mãe espumando pela boca enquanto se contorce de dor até morrer, pois é bem provável que ela fique traumatizada.

Duração da dor: Em média 30 minutos.

Nível de satisfação: 60% feliz.

Tempo para a fuga: entre 1 hora e 2 minutos, dependendo da quantidade de pessoas em casa.

Chances de você ser descoberto: 89%

Chances de você ser pego (se com todas as precauções tomadas): 5%


terça-feira, 8 de junho de 2010

Shit Brix 1

Na verdade, eu não sei se vou postar Shit Bricks de novo, mas por via das dúvidas rsrs



1- Certo, uma propaganda de celular. Nada errado... MEUDEUS, TEM ALGUMA COISA FALTANDO AÍ! Como é que o Controle de Qualidade deixa passar uma coisa DESSAS? *mfmf Ou será que eles são adeptos da frase "Oportunidades iguais a todos"?

2- Ah! Esse, com certeza, é o meu Mind Fuck preferido -q De boa, a minha reação foi exatamente igual a legenda
3- Muitas pessoas disseram que viram muitas coisas - inclusive o pedo bear - mas eu passei horas olhando essa porkarya de foto e não achei nada.

4 - A moral dessa foto era pra ser a mulher alí, que é igual ao sumô da propaganda. MAS, se tu olhar um pouco mais pra direita, tu vai ver um cara com um rosto MUITO TENSO e que, com certeza, não era o grande motivo de a foto estar no Shit Brix. A mulher ok, mas aquele cara realmente me fez shit bricks!

quinta-feira, 13 de maio de 2010

FTSK plus Post-it

Esperei até ontem, que todas as fotos do show fossem postadas no profile oficial do festival CollegeRock e, quando eu fui lá ver como tudo tinha ficado, aqueles malditos não tinham tirado sequer UMA foto do Kent. Ok, uma eles tiraram, mas foi SÓ uma.
Agora eu perco meus lindos cabelos cacheados atrás de onde diabos o Ziggy posta as fotos que ele tira, porque eu vi que ele tirou váárias do Kent, depois que eu joguei meu sutiã.

Mas gente, porque os bateristas e tecladistas são tão desmerecidos pelos fotógrafos? Só porque, normalmente, eles são menos bonitos? Ou porque eles acham que esses caras são menos importantes na banda? Sinceramente, o teclado do Kent é a alma de todas as músicas do FTSK. Pobre baterista-do-ftsk-que-eu-nem-sei-o-nome, não vi nenhuma foto dele. Ele deve ser feio, porque eu vi várias fotos do baterista insanamente gato (mas que eu também não sei o nome, mas daí é porque eu nem gosto da banda) da Área Restrita.

Não to muito a fim de papo agora de manhã, mas tenho um link maaaara pra deixar aqui! É um atirador de Post-it, pra ti que odeia quando as pessoas esquecem do que deveriam fazer / odeia esquecer de fazer alguma coisa / odeia monotonia no trabalho. http://msn.techguru.com.br/atirando-recados-pelo-escritorio.htm








segunda-feira, 10 de maio de 2010

#kentscap


E eu continuo tentando! rsrsrsrs Perdi a noção, já. Quer dizer, "OI KENT, ME MANDA TEU BONÉ POR CORREIO" -qq Me surpreendo comigo todos os dias...

Forever The Sickest Kids

Pepsi On Stage, Porto Alegre 07/05/2010






De longe, foi um dos melhores shows da minha vida. Ó, comecei bem! Não que eu tenha ido em muitos, durante os meus humildes 17 anos e 10 meses (contagem, contagem!), mas é bem importante dizer isso.

Já fui ver Pearl Jam, NOFX, Simple Plan, McFly e FTSK. Eu disse, é pouco. Não costumo ir em shows, eles são caros. Até dia 7, Simple Plan tinha sido o melhor de todos (ri litros, eles foram legais e eu peguei a toalha do Pierre. Fiquei na grade), mas FTSK conseguiu superar. Foi uma saga daquelas e eu vou contar tudinho, em detalhes, desde o dia que eu descobri que eles fariam show aqui - tenso, hein. Ainda que eu tenha que trabalhar amanhã e já seja 00:59...



Tudo começou umas três semanas antes do dia 7. Eu estava morrendo de tédio e resolvi entrar no Last.fm pra aprender a mexer - já que eu só usava aquilo pro aplicativo do Orkut. Daí achei a página chamada "eventos" e TCHANS, me aparece "College Rock" Cine + FTSK. Fui ver o preço (admito, não sou fã louca de FTSK... quem dirá de Cine, vish...) e GOSH, tava muito barato. Dizem que acharam caro mas, velho, 30 pila pra ver 5 bandas, sendo uma delas FTSK e outra Tópaz? Diliça! (Pena que acabei pagando R$40, por demorar demais, mas ainda sim é barato!) Daí panz, chegou o dia e meu chefe/pai deixou eu e meu colega de trabalho/amigo sairmos mais cedo pra chegar lá antes do portão abrir. AH, vocês conhecem a delicinha LADY LEI DE MURPHY, né? Claro que sim... Bom, acontece que um cliente MUITO CHATO ligou bem na hora que a gente tava saindo!! O que fez a gente se atrasar pra pegar o ônibus. Demorou uns 40 minutos além dos nossos cálculos... Bom, pegamos o ônibus, mas também pegamos um transito INFERNAL até o aeroporto - o Pepsi fica na frente (como eu sou idiota, devia ter ido até o aeroporto pra ver eles chegando...) - e eu quase surtei dentro do ônibus, mas como eu sou uma guria muito controlada - aha cláudia, senta lá - não fiz nada. ENFIM, chegando lá, os portões não tinham sido abertos ainda!! Viva! Encontrei o gracinha do Café do Cord/Banda Plug 3 na fila. Foi bem engraçado, na verdade. Moving on, entramos. Lá dentro, a pista era separada em duas: pista e vip. Já estava na minha cabeça que eu não ia ver FTSK de perto e que tava tudo bem com isso - mesmo que eu estivesse sem óculos e que esse objeto é extremamente importante para ver alguma coisa a mais de um palmo de distância. Passei o show da primeira banda (Poppin, do Rio de Janeiro - e bem ruinzinha, por sinal) na pista comum. Depois de fazer amizade com as gurias baixinhas - eu estava com uma bota com plataforma de milhares de centímetros - em volta de mim, pedi pra guria da grade, que tava na minha frente, pra eu olhar uma coisa no chão, do lado dela (não! eu não ia roubar o lugar dela!) e me abaixei pra ver se conseguia me arrastar por baixo da grade e poder ir pro vip. Não ia rolar, eu sou MEIO gordinha (meio, só ¬¬). Mas por cima dava. Pedi licença, elas se afastaram um pouquinho e eu consegui pular. E elas ficaram pagando pau pra mim (: Me misturei com a galere da vip e ninguém me expulsou. Eles tinham pulseirinhas verdes, então falei com uma guria e ela me conseguiu umas pulserinhas fosforescentes verdes, só pra eu disfarçar. No show da Tópaz, fui me enfiando no meio das pessoas, até que fiquei bem pertinho do palco e encontrei a Milena, uma amiga minha de anos. Fiz amizade com um gordinho que só tava lá pra ver Cine - tenso! Moving... o Thiago da Área Restrita fez coraçãozinho pra mim e eu abstraí totalmente o show da Cine mas, depois que esse último terminou, EU CONSEGUI A GRADE. Pra quem tava na pista comum, até que eu tava bem, huh?? Bom, o resto parece coisa de filme (e antes, não parecia?). O Cook estava simplesmente AMANDO o show. Repetiu várias vezes que não fazia idéia de que tinha "uma família tão grande em Porto Alegre" e cantou uma música estranha com "brother" e "sister" -Q O Caleb parecia um robô e, OH, o Kent foi a estrela da MINHA noite! Fiquei bem na frente dele, sabe. Daí teve uma hora que eu dei ALOK e tirei meu sutiã e resolvi que queria jogar no palco, mas não tinha coragem. Passou um tempinho e, bom, eu joguei! rs Daí o Caleb (sim, ele se moveu!) recolheu ele do chão e pendurou no teclado do Kent, junto com o sutiã da outra guria (que não era tão legal quanto o meu branco com bolinhas roxas u.u). Daí ele começou a prestar atenção em mim (L) Então eu pedia o boné dele, quando ele olhava pra mim. Eu disse: "gimme your cap, pleeeeeeeease" (fazendo sinal na cabeça, como se colocasse um boné) e implorava com as mãos e fazia coraçãozinho. E ele: "Sooooorry, i can't!!" e fez biquinho. Insisti durante o show inteiro (entre berros cantando as músicas) e EIS QUE ACONTECE! Kent DESCE-DO-PALCO (ele fica em cima da caixa que tem na frente do palco, já que eles não podiam descer desceeer do palco... e isso foi no fim do show) e tenta jogar o papel do setlist pra mim. Muitas mãos na minha frente e ele percebe que eu não ia conseguir pegar, então ele CUTUCA O SEGURANÇA e diz "it's for her" e aponta PRA MIM! E o segurança me entrega o setlist em mãos, eu agradeço ao Kent E TODOS VIVEM FELIZES PARA SEMPRE *-*








Mas claro que eu tinha que dar o ar da minha graça:




E fim! Amo vocês e torçam pra que eles me respondam!!

Agora eu preciso MESMO dormir, porque alguém aqui tem que acordar cedo na segunda-feira...

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Jovem receberá R$1,6 mil por semana para testar saco de dormir

Phil Latam, de 27 anos, pode se considerar um homem sortudo. O inglês de Devon desbancou mais de mil candidatos e receberá 600 libras semanais (cerca de R$ 1,6 mil) para dormir. Isso mesmo. Ele foi o escolhido pela empresa Halfords para ser um testador de saco de dormir. Tudo o que Latam tem de fazer é dormir bem em cada um dos diversos modelos do acessório e dar um feedback para a empresa.
"Estou muito feliz por ter conseguido o emprego. Entrei em choque quando eles me ligaram dizendo que fui o escolhido. Ainda mais sabendo o número de candidatos ao posto", disse Latam, que desde os 4 anos de idade é escoteiro.
A namorada de Phil Latam é a responsável pela candidatura do jovem ao posto de dorminhoco. "Ela viu o anúncio no jornal e disse que eu era mais que qualificado para o trabalho. Depois, minha mãe e irmã disseram que era o trabaho dos sonhos para mim", contou Latam.
O único inconveniente é que o "emprego dos sonhos" oferece contrato de apenas uma semana!

Do G1, em São Paulo
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O que eu estou fazendo, trabalhando como designer no Brasil, afinal? Vamos todos dormir na Europa e ganhar 600 Libras por semana!



Dia das Mães

Bom, domingo é dia das mães e eu nem sei se vou conseguir postar alguma coisa. Nem sei se vou estar aqui, na verdade. Meu plano é estar bem longe - ok, nem tão longe - aqui, em Santa Catarina, pra visitar uma amiga minha que mora em Criciúma. Compensa que eu vou estar com a minha madrasta, mas longe do resto da família, mas como, no domingo, o que importa é ela, então está ótimo, rs. Vamos nos aturar no carro por sete horas, quem será a sobrevivente? Apostas? até Floripa.
No sábado antes do dia das mães vai ter - espero eu - atividade especial com as mamães no grupo escoteiro. Estão pretendendo fazer um chã com salgadinhos, mas ficou tudo tãão em cima da hora =\ Tomara que dê certo!
Enfim, feliz dia das mães pra todas as mamães, vovós, bisavós... E filhas, dêem presentes da Sack's pra elas!

Agora eu vou trabalhar, porque alguém aqui precisa ganhar dinheiro!


quinta-feira, 6 de maio de 2010

Pimaco freak

Não sei se isso é só comigo, talvez eu só esteja ficando mais louco ou talvez seja falta de dormir, mas esse PIMACO tem me tirado do sério nesses últimos dois dias. Sério, ele foi desenvolvido especialmente para derreter cérebros. Sabe o que eu acho? A BIC - além de canetas, lápis, papeis, adesivos, barbeadores, espumas, fraldas... - tem um hospício, por isso que desenvolve programas como o PIMACO! Em três dias - ainda não cheguei lá, mas tá quase - ele nos faz perder a noção e nós somos obrigados a nos internar. Daí vamos para o hospício da BIC.
Hospital Psiquiátrico B.I.C. (B.razilian I.nternment C.enter)


Já cheguei ao ponto de não querer mais ver CDs na minha frente - pobres criaturas, a culpa nem é delas, e sim daqueles malditos adesivos!
Ah, tu não sabe o que/pra que serve o PIMACO e também não querer perguntar pro Dr. Google? BOM, esse é o programa mais que precário que a BIC desenvolveu para criar etiquetas para CD e DVD. Tu compra um pacote com 10 folhas que já vem com os desenhos do CD e tal, daí vem um site, onde tu deve baixar o programa. Ele não vem com instruções de uso. Daí tu percebe que tu não sabe nem como PINTAR o cd, então tu vai no Google procurar algum tutorial. Sempre achei que o Google tinha as respostas para todas as minhas perguntas... pobre eu. No Google, tu encontra gente tão desesperada quanto tu, que também não sabem usar. Se tiver sorte, tu encontra alguém dizendo: "sugestão? não use isso". Até encontrei um site dizendo que o PIMACO vinha com tutorial, mas acho que era pegadinha. Mas sabe o que é pior? O PIMACO NÃO TEM SEQUER UM MALDITO CTRL+Z!!

Olha, não aconselho o uso, tá bom? É prejudicial à saúde e causa danos irreversíveis. Agora eu preciso mesmo almoçar, porque perder a cabeça dá fome
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