quinta-feira, 30 de setembro de 2010

As Aventuras de Matt Madden

Hoje eu estou triste. Quero explicar, mas não sei bem por onde começar.
Não é segredo pra ninguém que há dois anos que eu jogo RPG escrito, por Orkut. Pois bem, eu tenho esse personagem, Matt Madden - que mais tarde veio a se tornar o meu  heteronimo. Ele era o meu preferido, sabe. Personagens iam e vinham, mas ele sempre estava lá e tal. E hoje eu acabei com isso. Sabe, é muito triste mesmo. Eu to até com dor de barriga, de tão chateada. Desculpa, não vou conseguir explicar direito :~

Mas então, pra ele não sumir da minha vida por completo, eu resolvi criar as Aventuras de Matt Madden! Não são aventuras fantásticas, magicas, surreias. São acontecimentos da vida. Comédia da vida privada, tá ligado? rs Todas colocando meu querido Matt em situações muito tensas/engraçadas/desastrosas/emocionantes.

Não vou começar hoje. Hoje eu só queria relaxar um pouco, escrever isso e me vez escrevendo, pra "selar o compromisso".
Eu sei, não fui muito clara. Droga, preciso melhorar na minha expressão escrita.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Estrelas Cadentes

Primeiro eu me sinto na obrigação de pedir desculpas por não ir atrás de uma foto melhor pra colocar aqui, mas também é bom colocar que eu só tenho seis minutos pra fazer um post que eu estou querendo fazer já tem uma semana e esse computador da PUC é deprimente.
Obrigada.

Chuvas de meteoros. Ultimamente eu tenho visitado com muita frequencia o observatório astronomico da PUCRS, que fica no prédio da FALE (Faculdade de Letras). Lá eu aprendi muita coisa nova e relembrei outras que já havia esquecido. Lembrei o tamanho da minha paixão pela astronomia... e que o que me fez desistir dessa faculdade foi o fato de eu ser uma negação em física e matemática. Mas eu não estou aqui pra me lamentar sobre a minha escolha profissional, e sim pra falar sobre meteoros e enfim.
Numa dessas visitas ao observatório, o Marcelo (professor que trabalha lá, formado em Física) me explicou como "funcionam" as estrelas cadentes, o que elas são, como elas são e quando aparecem. Eu fiquei encantada, pedi pra ele me dar todas as datas e os melhores lugares onde ver isso tudo. A melhor chuva de meteoros de todas vai acontecer no dia 17 de novembro, um domingo. Vou fazer qualquer coisa pra poder ver isso!
Quando meu pai estava me levando pra aula de PAC I, no sábado de manhã, eu contei isso pra ele e disse que nós poderíamos ir até o sítio do amigo dele, em Santo Antonio da Patrulha, pra poder ver. Então ele disse uma coisa que me arrepiou. Quando nós (eu e meus irmãos) eramos menores, ele nos levou até a beira da estrada pra ver um cometa passar. Acredite, era o Cometa Halley. Então eu pensei, DROGA, por que eu nunca lembro de coisas realmente importantes? Eu lembro de quando eu fiquei macaqueando de sacada em sacada no terceiro andar de um hotel, mas não lembro de quando vi o Cometa Halley! Eu quis me matar por isso. Mas tenho exatamente um mês pra convencê-lo a me levar para ver a chuva de cometas Leonideos. E tenho mais setenta anos até o Halley passar de novo.
Mas então eu fiquei pensando... como tem gente que não sabe dessas coisas. Não que não saibam a data, elas simplesmente não sabem que isso existe, que é possível! E até coisas menos complexas, como o mar. Vocês têm idéia de quantas pessoas nunca verão o mar na vida? Quantas pessoas nunca andaram de avião, nem mesmo saíram de seu estado e, em casos mais extremos, de suas cidadezinhas no interior. Fico triste por pessoas do campo que não têm acesso às informações e à educação. Isso é cultura, deveria ser uma obrigação ser levada a todos! Talvez seja esse um dos motivos por que eu escolhi a profissão que escolhi. E o que me deixa mais indignada é que certas pessoas TÊM acesso a tudo isso, mas preferem ficar gasando a sua vida com festas, alcool e putaria. Não sou contra 2/3 disso, até porque todo mundo sabe que eu não sou nenhuma santa, mas pelo amor de deus! As pessoas estão mais preocupadas com o vestido feito de carne que a Lady Gaga usou na semana passada do que com todas essas coisas extraordinárias que a natureza dos oferece.
Por favor, crianças - principalmente vocês que adoram dizer OLD por aí -, vão arrumar alguma coisa boa pra fazer da vida.

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Bucha

Sempre que eu fico desesperada pra fazer um post novo, nunca sai nada de bom. Ou melhor, nunca sai nada.
Tipo ontem, quando nós tivemos que ir até a sala dos MACs pra poder assistir a aula de Laboratório de Jornalismo (que, para a maioria de nós, foi 99% improdutiva, considerando que os MACs tinham internet e Twitter e Orkut desbloqueados). Tinha até um clima de post novo, naquela aula, mas não, eu não consegui pensar em nada e acabei postando um texto antigo. E acabei de me lembrar que eu tenho que fazer a resenha de Da Matéria Dos Sonhos...
Que seja, isso tudo não é importante. É importante que ontem (ou hoje, como preferir), 1h da manhã, eu resolvi parar de enrolar e ir tomar banho (hmm, oinc, oinc -nn). E é nesse tipo de situação que a gente percebe que não adianta forçar a mente a pensar em alguma coisa na hora que a gente quer.
Eu estava olhando pra bucha, pensando como eu queria bater naquela empregada nova, por destruir o nó do cordãozinho lá que prende a bucha... Tá me entendendo? Claro que não tá me entendendo, isso é até vergonhoso de ficar explicando, porque certamente eu não vou me fazer entender. Mas é a coisa com a qual a gente toma banho e que não é uma esponja de lavar louça.
Continuando. Eu estava olhando pra ela e acabei lembrando de uma coisa de quando eu era criança. NÓS TÍNHAMOS UMA ÁRVORE DE BUCHAS EM CASA! Velho, buchas/esponjas, são, originalmente, PLANTAS! Elas ficam secas e têm sementes! Eu nunca vou achar uma foto disso no Google pra mostrar aqui, mas é real!

Pausa

AHÁ! ACHEI! Na Wikipédia, é óbvio. A Bucha é da família das "cucurbitáceas", maoe! E aqui vai uma foto, pra eu não parecer tão louca, falando sobre buchas.
Quer ver como é um pé de bucha?

Sim, vocês tomam banho com isso! HA-HA

Enfim, e daí eu comecei a perceber como, quando eu era criança, eu achava que tudo no mundo era industrializado. Exemplo: Uma vez eu vi uma banana passada e perguntei pro meu vô por que ela ficava meio marrom, daí ele me respondeu: "é porque tem muito açúcar". Não vou negar, minha mente viajava muito, então eu fiquei imaginando uma fábrica de bananas com um controlador de medida de açúcar [?] pifado.
Mais, muitos anos antes disso, certo dia, eu estava deitada com a minha mãe, quando eu pedi mamá (sim, eu lembro de coisas que aconteceram há mil anos) e ela foi buscar. E daí eu fiquei pensando... meudeus, como será que ela faz isso? Eu não perguntei, mas imaginei. E foi, no mínimo, uma idéia estranha. Imaginei que ela tirava o bico do seio (É, EU SEI), tirava o leite dalí e colocava na mamadeira. Tempos depois, eu comecei a achar que era o contrário.

E depois de pensar muito sobre o assunto, eu percebi que a minha imaginação continua tão tensa como era quando eu era criança. Tipo, como funcionam computadores ou como grandes corporações organizam seus papéis nos arquivos sem perder nada ou como Roma conseguiu conquistar um terrítório tão grande tendo um único governante. São perguntas que podem me ser respondidas, mas eu prefiro ficar na imaginação.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Descubra a sorte do dia no café da manhã

Circunstância: Imagine você, uma mulher de uns 25 anos, formada em design e viciada em andar de skate. Na noite anterior, você se puxou e ficou subindo e descendo lombas durante duas horas sem parar, o que resultou numa dor infernal na perna esquerda. E você odeia uva passa.


Situação: Quarta-feira, nem o início nem o fim da semana. Você acorda morrendo de dor na perna esquerda e mal consegue andar da cama até o banheiro para tomar banho, mas mesmo assim você vai, porque precisa trabalhar e ganhar dinheiro. Tudo bem, sua cara está aceitável e você lembrou de tirar a maquiagem ontem. Quando vai entrar no banho, percebe que a água está tão quente que poderia arrancar sua pele em poucos minutos. O junker fica do lado de fora de casa, o que quer dizer que você terá que passar frio para diminuir o gás pra não passar calor no banho. Então você vê que seu irmão mais novo, que divide o apartamento com você, aumentou o gás para "G", o que significa "Chama Grande", o que quer dizer que ele estava tentando algum tipo de suicídio bizarro com toda aquela água quente. Você diminui a chama e entra no banho. Você sai do banho e, quando está se secando, percebe uma mancha vermelha muito desagradável na toalha. Você está menstruada. Tudo bem, talvez ainda não seja o fim do mundo. Você volta para o quarto, coloca uma calça jean preta, uma camisa branca e um sapato de salto médio - esquecendo totalmente da dor na perna, já que você pega ônibus e não precisa caminhar muito. Você checa se seu yorkshire chamado Fluffy tem comida e água. Ele não tem, mas onde está a ração, mesmo? Você perde cinco minutos até achar o saco de ração debaixo da cama do seu irmão. Coloca comida e enche o potinho de água. Certo, agora você está pronta para o café da manhã, aquela hora que você considera tão sagrada. Você liga no noticiário e, pela vigésima vez em dois dias, estão falando sobre as vítimas de um desabamento, mas mesmo assim você não muda e canal, porque é como se desse azar. Você abre o armário de cima da pia e lá está, sorrindo pra você, sua preciosa granola. O pote está cheio, bom. Leite, chocolate em pó, colher, potinho, granola, tudo em cima da mesa. Você senta. Para poder comer a granola, você precisa pegar, colherada por colherada, de dentro do pote, pra ver se não vai cair nenhuma uva passa no seu potinho. Em geral, em dias normais, você nunca pega uva passa. Mas, convenhamos, não são nem oito horas e seu dia já não está nada bom. Você pega a primeira colher e nela vem três uvas passa. Na segunda, duas. Na terceira, mais três. Você surta, mas em silêncio para não assustar Fluffy. Na quarta colherada, você vê mais quatro uvas passa. Provavelmente você pegou todas as uvas passa do pote num dia só. Você tirou todas as uvas passa e agora coloca o chocolate em pó, que forma bolinhas e não dissolve por inteiro e o leite - que você odeia puro - fica com gosto ruim. Mesmo assim, você precisa se alimentar pra não desmaiar durante a manhã. Você levanta e coloca o potinho vazio na pia e sai de casa, esquecendo de pôr água no potinho, para que as formigas não invadam, e de jogar no lixo as uvas passa que ficaram em cima da mesa. Você está andando pela rua, louca da vida porque pegou todas as uvas passa e sente que, por causa disso, o dia será um inferno. Dor na perna ok, água fervendo ok, menstruação ok, Fluffy sem comida ok, agora, UVA PASSA? Ah, não. Você está há quatro metros da parada quando vê seu ônibus passando. Você grita para que o motorista pare, mas ele só olha pra você e continua, te deixando pra trás, menstruada, de salto, atrasada e com dor na perna. Você não tem outra alternativa se não andar até o trabalho, já que você vai chegar lá a pé antes que o próximo ônibus chegue naquela parada. Você chega no estúdio - você é publicitária - com cinco minutos de atraso, mas seus chefes, por sorte, não estão lá para te xingar. Você larga a bolsa no cabideiro e ele cai, porque ninguém te avisou que ele estava com um pé faltando.  Você arruma a bagunça e vai se sentar em frente ao seu computador. Assim que senta, o telefone toca. "Alô? Oi Seu Schuck, arte nova? Rótulo? Refrigerante? Tá bom, mas não é pro meu e-mail que o Sr. tem que mandar. Ah, vai mandar mesmo assim? Tá bom então. Tá, Seu Schuck, eu passo o recado. Não, não vai ficar pronto amanhã. Ok, ok, de nada, tchau". O cliente que você mais odeia te ligou pra avisar que vai mandar um e-mail pedindo um orçamento para você, sem perguntar se você é designer ou vendedora. Você tenta abrir o Corel e ele tranca a sua internet. Você tenta abrir o Illustrator, mas o Corel não deixa, você tenta entrar no msn e esquece a senha. Você manda tudo pra puta que pariu e vai pegar um copo de café. Você tropeça num cabo no chão, tenta se apoiar na mesa do café e ela cai e vira tudo em cima de você. Suas colegas não riem porque gostam muito de você, mas por dentro elas estão que não se aguentam. Você levanta, arruma a camisa branca manchada de café e vai até a sala da chefe do seu setor. "Preciso tirar o dia de folga, obrigada, tchau". Você nem espera que ela diga alguma coisa, volta pra casa e passa o dia deitada na cama comendo sorvete de morango - que você odeia, porque o seu preferido, o de chocolate, seu irmão devorou num dia - e vendo tv. Um milagre que a tv não tenha queimado. Malditas uvas passa.