quinta-feira, 29 de abril de 2010

Scouts and Video Games


Recebi hoje um e-mail muito interessante do diretor do Grupo Escoteiro Arno Friedrich (43, 2º Destrito/RS), Márcio Sequeira. Ele fala sobre um "distintivo para jogadores de video game". Achei tão legal que até li para o meu colega de trabalho! Então resolvi postar aqui, pra quem quiser ler.



Qualquer escoteiro que se preze gosta de colecionar broches, distintivos, medalhas ou alguma coisa que necessite de algum esforço para ser conseguida e faça a roupa dele ser diferente da do coleguinha (Lembre de Up!). A Boy Scouts of America (a associação das associações dos escoteiros dos EUA) lista 126 distintivos oficiais, de estudo de mamíferos a ciência nuclear. Todos legais. Mas este aí do lado, anunciado hoje, gerou polêmica e piadas. Faz sentido dar a um moleque que deveria estar na floresta aprendendo a dar nós e fazer fogueiras um troféu/achievement por jogar videogames?

Faz todo o sentido. Acompanhe.

Até o Gizmodo americano achou graça da aparente bizarrice da coisa. Mas olhando com calma, tudo se encaixa. Os escoteiros americanos têm esse lance de medalhas de mérito desde 1911, e algunas distintivos criados na época continuam até hoje, como a de primeiros socorros (boring) e arco-e flecha (legal). Para o centenário da associação, ano que vem, eles estão tentando se atualizar, criando essa infame medalinha do joystick e outras como a de mapeamento com GPS e robótica.

Aliás, a dos videogames - que na verdade é um enfeite para o cinto - é específica para os escoteiros-mirins ("Cub Scouts", ou "Lobinhos", em português) e para conseguí-la não é preciso “matar 850 prostitutas em GTA IV“ ou coisas do tipo, mas completar uma lista de tarefas do nível very easy, como:


• Saber explicar por que é importante ter um sistema de classificação etária para os games.
• Montar com seus pais, e seguir, uma lista de tarefas caseiras que inclua um horário para jogar videogame entre as outas atividades.
• Jogar um campeonato de videogame amigável em família.
• Listar cinco dicas que poderiam ajudar algum novato a jogar melhor um jogo que você sabe jogar bem.
• Escolher um jogo de videogame que se quer comprar e então comparar o seu preço em no mínimo três lojas diferentes.
• Parece chato. Mas é bom.


Eu tenho a impressão que os escoteiros são muito zoados por aí, mas na verdade são crianças aprendendo todo tipo de coisas úteis para a vida futura e para o convívio em família e sociedade. O fato de uma organização tão conhecida por valorizar a natureza e a prática de atividades sociais ao ar livre listar tarefas relacionadas a games só mostra que os jogos são parte da cultura, e tão presentes na vida das crianças hoje quanto, sei lá, LEGO ou bonecas.

Não se pode fugir dos games enquanto formadores de caráter hoje em dia, ou ignorá-los como uma atividade menos popular, então que se use-os para ensinar coisas boas, certo? E ganhar medalhas. Ganhar medalhas é legal.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Jabberwocky

spoiler!





And hast thou slain the Jabberwocky?
Come to my arms, my beamish boy!
O frabjous day! Callooh! Callay!”
He chortled in his joy.





Oi, isso é um spoiler!

Ontem foi a pré-estréia de Alice no País das Maravilhas - pelo menos aqui em Porto Alegre, porque, pelo que eu fiquei sabendo, São Paulo e Rio não tiveram essa sorte - e eu não estava esperando grandes coisas, já que o próprio Tim Burton avisou que os fãs do livro não deviam esperar a história que leram. Em Janeiro de 2009, criei uma expectativa gigantesca para esse filme e, depois que ele disse isso, resolvi acalmar meus ânimos. Bom, foi o melhor que eu poderia ter feito. Passei o ano com o pensamento pessímista de que Alice seria um desastre - ao menos para mim, que queria ver a Alice pequenina e um gato roxo e rosa - e, quando ontem finalmente chegou, meu queixo caiu. Ok, na verdade, foi mais por causa dos efeitos e o 3D, mas eu me surpreendi bastante. E ri alto com a Lebre-completamente-pirada. A história é muito fraca e o fim me decepcionou. Empreendimentos na China? Como ela pensou nisso enquanto se preparava para matar o Jabberwocky? E, por deus!, o que foi aquele olhar apaixonado que o Chapeleiro lançou para Alice, quando ela escolheu beber o "veneno" do Jabberwocky? Também não achei nada digno que tenham fundido a Rainha Vermelha com a Rainha de Copas, mas morri rindo com o jeito de caminhar da Rainha Branca.
Estava-se falando sobre a atriz totalmente nonsense que caiu do céu como Alice. Ninguém sabia o que pensar, afinal, é uma completa Ninguém. Bom, preciso dizer que nem Walt Disney teria feito uma atriz de papel e lápis de cor tão perfeita para o papel quanto Mia Wasikowska. As expressões, caretas, sorrisos, cada coisa que ela fazia era como se ela realmente fosse aquela Alice. Nenhuma atriz mais conhecida ou experiente teria sido tão boa.
Cheshire Cat. Quer dizer, ele até foi bem cretino quando o Chapeleiro estava prestes a perder a cabeça, pedindo o chapéu dele pois ele não o usaria mais quando estivesse morto, mas, lá no fundo, fizeram um Cheshire Cat "do bem". Ele salvou o Chapaleiro de perder a cabeça, afinal. Em partes eu gostei - ele se parece muito com o original das ilustrações de Tenniel -, em partes eu não gostei - salvando vidas?
Agora, o que eu amei mesmo e fez valer o filme foi o Jabberwocky. Cheguei no cinema achando que veria uma coisa completamente diferente do que tinha lido. Bom, foi bastante diferente, mas Tim Burton pegou alguns detalhes que, quem sabe, sorri ao ver reproduzido. O enigma do Corvo e da Escrivaninha, o poema e o próprio Jabberwocky foram algumas delas. Não pensei que fossem lembrar de tal personagem, uma vez que não procurei saber a fundo de que tratava a história - além daquilo que dizia a sinopse - e nem fui atrás de nenhum trailler. Eu queria não ter opinião alguma antes ver tudo com os meus próprios olhos. Ah, Jabberwocky, quem diria!
Helena Bonham Carter, diva! Ainda mais com aquele cabeção e aquele corpinho e "OFF WITH HIS HEAD!"
Resumindo, achei o enredo fraco, mas ele teve lá seus pontos fortes. Nota 6.

Obs.: Eles CANTAM a música do Morcego!

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Contagens

Sabe o que é tão legal de fazer quanto listas? Contagem regressiva! E não tem quem não faça, pelos mais diversos motivos: tantos dias pra chegar o final se semana, tantas horas pra terminar o expediente, tantos dias/horas/minutos/segundos para o show daquela banda começar, horas para aquela pré-estréia daquele filme, dias pro natal, meses para o nascimento! Enfim, qualquer coisa! Por isso, vou colocar aqui algumas das contagens que estou fazendo nesse momento (não nessessariamente em ordem do que chegará mais rápido!).

1 - 9 horas pra a pré-estréia de Alice no País das Maravilhas (mas também, quem de nós - réles mortais que não moram no Rio de Janeiro, nem são famosos e não foram assistir a pré-pré-estréia por lá *shit - não está fazendo essa contagem?)

2 - 111 dias para o meu aniversário de 18 anos (conto os dias desde os 15 anos *not)

3 - 114 dias para a festa do meu aniversário de 18 anos (malditas quartas-feiras, por que são no meio da semana?)

4 - 15 dias para o show do Forever The Sickest Kids (e quem foi o idiota que inventou essa lei - ou decreto, imposição, tortura, o que for - que bandas brasileiras devem abrir shows estrangeiros? quem aqui quer ver Cine, the rainbow???)

5 - 3 horas para acabar meu expediente (qual é, tu também não conta? ah, tu ainda não trabalha? e, por acaso, não conta as horas pro fim da aula? to sabendo!)

6 - 2 dias para a Botton! e Dance Glee (que eu nem sei se vou ter dinheiro pra ir, mas até lá eu me viro!)