sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Bucha

Sempre que eu fico desesperada pra fazer um post novo, nunca sai nada de bom. Ou melhor, nunca sai nada.
Tipo ontem, quando nós tivemos que ir até a sala dos MACs pra poder assistir a aula de Laboratório de Jornalismo (que, para a maioria de nós, foi 99% improdutiva, considerando que os MACs tinham internet e Twitter e Orkut desbloqueados). Tinha até um clima de post novo, naquela aula, mas não, eu não consegui pensar em nada e acabei postando um texto antigo. E acabei de me lembrar que eu tenho que fazer a resenha de Da Matéria Dos Sonhos...
Que seja, isso tudo não é importante. É importante que ontem (ou hoje, como preferir), 1h da manhã, eu resolvi parar de enrolar e ir tomar banho (hmm, oinc, oinc -nn). E é nesse tipo de situação que a gente percebe que não adianta forçar a mente a pensar em alguma coisa na hora que a gente quer.
Eu estava olhando pra bucha, pensando como eu queria bater naquela empregada nova, por destruir o nó do cordãozinho lá que prende a bucha... Tá me entendendo? Claro que não tá me entendendo, isso é até vergonhoso de ficar explicando, porque certamente eu não vou me fazer entender. Mas é a coisa com a qual a gente toma banho e que não é uma esponja de lavar louça.
Continuando. Eu estava olhando pra ela e acabei lembrando de uma coisa de quando eu era criança. NÓS TÍNHAMOS UMA ÁRVORE DE BUCHAS EM CASA! Velho, buchas/esponjas, são, originalmente, PLANTAS! Elas ficam secas e têm sementes! Eu nunca vou achar uma foto disso no Google pra mostrar aqui, mas é real!

Pausa

AHÁ! ACHEI! Na Wikipédia, é óbvio. A Bucha é da família das "cucurbitáceas", maoe! E aqui vai uma foto, pra eu não parecer tão louca, falando sobre buchas.
Quer ver como é um pé de bucha?

Sim, vocês tomam banho com isso! HA-HA

Enfim, e daí eu comecei a perceber como, quando eu era criança, eu achava que tudo no mundo era industrializado. Exemplo: Uma vez eu vi uma banana passada e perguntei pro meu vô por que ela ficava meio marrom, daí ele me respondeu: "é porque tem muito açúcar". Não vou negar, minha mente viajava muito, então eu fiquei imaginando uma fábrica de bananas com um controlador de medida de açúcar [?] pifado.
Mais, muitos anos antes disso, certo dia, eu estava deitada com a minha mãe, quando eu pedi mamá (sim, eu lembro de coisas que aconteceram há mil anos) e ela foi buscar. E daí eu fiquei pensando... meudeus, como será que ela faz isso? Eu não perguntei, mas imaginei. E foi, no mínimo, uma idéia estranha. Imaginei que ela tirava o bico do seio (É, EU SEI), tirava o leite dalí e colocava na mamadeira. Tempos depois, eu comecei a achar que era o contrário.

E depois de pensar muito sobre o assunto, eu percebi que a minha imaginação continua tão tensa como era quando eu era criança. Tipo, como funcionam computadores ou como grandes corporações organizam seus papéis nos arquivos sem perder nada ou como Roma conseguiu conquistar um terrítório tão grande tendo um único governante. São perguntas que podem me ser respondidas, mas eu prefiro ficar na imaginação.

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