sexta-feira, 23 de abril de 2010

Jabberwocky

spoiler!





And hast thou slain the Jabberwocky?
Come to my arms, my beamish boy!
O frabjous day! Callooh! Callay!”
He chortled in his joy.





Oi, isso é um spoiler!

Ontem foi a pré-estréia de Alice no País das Maravilhas - pelo menos aqui em Porto Alegre, porque, pelo que eu fiquei sabendo, São Paulo e Rio não tiveram essa sorte - e eu não estava esperando grandes coisas, já que o próprio Tim Burton avisou que os fãs do livro não deviam esperar a história que leram. Em Janeiro de 2009, criei uma expectativa gigantesca para esse filme e, depois que ele disse isso, resolvi acalmar meus ânimos. Bom, foi o melhor que eu poderia ter feito. Passei o ano com o pensamento pessímista de que Alice seria um desastre - ao menos para mim, que queria ver a Alice pequenina e um gato roxo e rosa - e, quando ontem finalmente chegou, meu queixo caiu. Ok, na verdade, foi mais por causa dos efeitos e o 3D, mas eu me surpreendi bastante. E ri alto com a Lebre-completamente-pirada. A história é muito fraca e o fim me decepcionou. Empreendimentos na China? Como ela pensou nisso enquanto se preparava para matar o Jabberwocky? E, por deus!, o que foi aquele olhar apaixonado que o Chapeleiro lançou para Alice, quando ela escolheu beber o "veneno" do Jabberwocky? Também não achei nada digno que tenham fundido a Rainha Vermelha com a Rainha de Copas, mas morri rindo com o jeito de caminhar da Rainha Branca.
Estava-se falando sobre a atriz totalmente nonsense que caiu do céu como Alice. Ninguém sabia o que pensar, afinal, é uma completa Ninguém. Bom, preciso dizer que nem Walt Disney teria feito uma atriz de papel e lápis de cor tão perfeita para o papel quanto Mia Wasikowska. As expressões, caretas, sorrisos, cada coisa que ela fazia era como se ela realmente fosse aquela Alice. Nenhuma atriz mais conhecida ou experiente teria sido tão boa.
Cheshire Cat. Quer dizer, ele até foi bem cretino quando o Chapeleiro estava prestes a perder a cabeça, pedindo o chapéu dele pois ele não o usaria mais quando estivesse morto, mas, lá no fundo, fizeram um Cheshire Cat "do bem". Ele salvou o Chapaleiro de perder a cabeça, afinal. Em partes eu gostei - ele se parece muito com o original das ilustrações de Tenniel -, em partes eu não gostei - salvando vidas?
Agora, o que eu amei mesmo e fez valer o filme foi o Jabberwocky. Cheguei no cinema achando que veria uma coisa completamente diferente do que tinha lido. Bom, foi bastante diferente, mas Tim Burton pegou alguns detalhes que, quem sabe, sorri ao ver reproduzido. O enigma do Corvo e da Escrivaninha, o poema e o próprio Jabberwocky foram algumas delas. Não pensei que fossem lembrar de tal personagem, uma vez que não procurei saber a fundo de que tratava a história - além daquilo que dizia a sinopse - e nem fui atrás de nenhum trailler. Eu queria não ter opinião alguma antes ver tudo com os meus próprios olhos. Ah, Jabberwocky, quem diria!
Helena Bonham Carter, diva! Ainda mais com aquele cabeção e aquele corpinho e "OFF WITH HIS HEAD!"
Resumindo, achei o enredo fraco, mas ele teve lá seus pontos fortes. Nota 6.

Obs.: Eles CANTAM a música do Morcego!

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